
E ela estava lá, a Lua. Brilhando, linda, majestosa na Avenida Paulista. Ué, dá pra ver a Lua na Paulista? Dá sim, meu amor, é só olhar pro céu que ela está lá, abençoando o que acabou de começar e o quê a gente não quer que acabe tão logo. As pessoas nessa cidade não a vêem porque não procuram, e ela não vem bater na porta de ninguém, infelizmente. Mas continua lá, pros que tem a ousadia de buscar mesmo quando duvidam que podem achar. Ou os que têm o brilho nos olhos, aquele brilho que acharam que tinham perdido, e por isso mesmo buscam tudo o que brilha no céu.
E a gente estava lá. Eu deixando você entrar e você parando na porta. Eu acreditando que poderia dar certo e você com medo do passado. Eu com medo de dar errado e você preso ao passado. Eu enchendo sua vida de luz e você ocupando os espaços onde antes tinham sombras.
E então eu resolvi voltar. Voltei pra casa e pra minha realidade. Foi só porque eu tenho essa mania de fugir de tudo o que pode me prender. E quis evitar meu hábito antigo de maltratar quem eu acho que pode me fazer chorar. Foi por causa desse meu pavor de rejeição, então rejeito antes. E preferi retomar meus dias em tons pastéis pra não enfrentar a dor de perder os coloridos.
E aconteceu só porque eu gosto de tudo o que é difícil. É porque te quero inteiro. E é porque você precisa de tempo e eu não tenho paciência. E é porque eu já fico apavorada com as promessas que acho que não vou poder cumprir. E é porque nós dois já sabemos a resposta. Foi porque, apesar de todos os receios, meio sem querer, nós – eu aí e você aqui – já tínhamos entrado.
flore
te indiquei pra uma brincadeira no meu blog
beijos