Dia 13 de abril é dia do Hino Nacional. A maioria das pessoas não sabe disso, e nem eu sabia, até que fui tomada por uma curiosidade quase científica um dia desses. Estava eu assistindo televisão – não lembro o programa e também nada interessa – e ao escutar o Hino, vi-me arrepiada pelas notas da música que representa o país.
Fui pesquisar e descobri coisas fantásticas a respeito do Virundu – inclusive que esse termo é uma espécie de união do “Ouviram do”. Em algum lugar li que antes do atual, muitos outros ocuparam a vaga de hino oficial. Num outro artigo, soube que em 1936 o hino tornou-se obrigatório nas escolas e um tempo depois Getúlio decretou que nenhum brasileiro seria empregado sem conhecer o hino.
De alguma forma, lamentavelmente, o hábito se perdeu e o hino só é lembrado em dia de jogo do Brasil. Multidões imensas se mostram emocionadas com a melodia e aclamam com aplausos ruidosos o nosso símbolo de pátria – cabe aqui lembrá-los de que aplaudir o hino é uma grandiosissíma demonstração de falta de respeito, existe uma lei para isso.
Entre os que cantam, muitos mal sabem a letra – quem nunca cantou “margarida” ao invés de “mais garrida”? Dos que sabem, poucos entendem realmente. Tenho vontade de chorar só de pensar que muita gente entende a música “Dako é bom”, mas tem dificuldades em compreender a primeira estrofe do hino.
Em 2002, o nosso foi considerado pelo jornal inglês The Guardian, o Hino mais bonito do mundo. No Brasil, no entanto, nossa relação com tal símbolo é mecanizada. Cantamos o Hino em solenidades civis, e muitas vezes, achamos uma grande chatice. Perdemos nossos valores patrióticos. Porque, errôneamente, brasileiro gosta mesmo do Hino é em época de Copa do Mundo.
texto escrito em 2006. lembrei dele hoje já que hoje é o Dia do Hino Nacional!
xoxo